Quem é Malu Jimenez

Maria Luisa Jimenez Jimenez

A curiosidade sobre o mundo levou Malu Jimenez, como é conhecida, a fazer filosofia, se formou pela UNESP de Marília interior de São Paulo, e desde a graduação tem interesse na teoria do conhecimento e as artes, principalmente a literatura e o teatro, sempre estiveram em suas pesquisas e discussões. Depois de formada esteve dando aulas de filosofia e sociologia no litoral de São Paulo, desenvolvendo trabalhos com juventude indígena dentro e fora das escolas caiçaras na região de Bertioga. 

Recebeu um convite para morar na Espanha e estudar juventude indígena a partir de um curso de doutorado em Antropologia Social. Malu homologou seu título de filósofa na Universidad de Granada e passou para o Doutorado em Antropologia Cultural na mesma Universidade, conheceu um cozinheiro Vasco no caminho, juntaram seus sonhos e vieram para o Mato Grosso fazer trabalho de campo com juventude indígena bororo,  com foco em mulheres. Conheceu o feminismo indígena da região, se apaixonou envolvendo-se com projetos e histórias de vida.

Mora em Chapada dos Guimarães no Mato Grosso há dez anos, por escolha, é mestra em Estudos de Cultura Contemporânea ECCO pela Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, sua pesquisa esteve em torno a saberes e sabores subalternos, começou a desenvolver a escrita em primeira pessoa. Ganhou edital de publicação de livro de sua dissertação da editora letramento em Belo Horizonte, “Domésticas: cotidianos na comensalidade”.

Dá aulas de filosofia, sociologia, redação e literatura, desenvolve trabalhos com teatro dentro das escolas. É doutora interdisciplinar em cultura contemporânea, onde pesquisou mulheres gordas, gordofobia, resistências e ativismos através da autoetnografia, tese intitulada “lute como uma gorda: gordofobia, resistências e ativismos”.

Idealizadora do projeto/ação lute como uma gorda, o qual surgiu com a necessidade de levar para fora da academia a discussão sobre GORDOFOBIA e os Corpos Gordos femininos, é fundadora do Grupo de Estudos Transdisciplinares do Corpo Gordo no Brasil, vem se destacando como uma importante voz sobre os estudos do corpo gordo feminino no Brasil, foi convidada pelo coletivo “Gordas sin Chaquetas” de Bogotá, Colômbia, na organização e participação do primeiro encontro de ativismos gordo da América Latina em 2019.

Se denomina feminista gorda, pesquisadora ativista em processo dinâmico, fundadora das redes sociais estudos do corpo gordo feminino, faz parte do coletivo feminista GORDAS XÔMANAS em Cuiabá, Mato Grosso, colaboradora como escritora no coletivo feminista Todas Fridas e do Margens. Tem uma coluna no Guru da Cidade Faz o programa PESQUISA GORDA em colab com Agnes Arruda no youtube e podcast.

Palhaçaria Gorda na Praça

Chapada dos Guimarães -Mato Grosso

Fotografias @juqueirozfotografia

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