Maria Luisa Jimenez Jimenez
A curiosidade sobre o mundo levou Malu Jimenez, como é conhecida, a fazer filosofia, se formou pela UNESP de Marília interior de São Paulo, e desde a graduação tem interesse pelo Feminismo, Filosofia da Ciência, Teoria do Conhecimento, Epistemologia, Sociologia e as Artes, principalmente a Literatura e o Teatro sempre estiveram em suas pesquisas, vivências e discussões. Depois de formada esteve dando aulas de Filosofia e Sociologia no litoral de São Paulo, e nunca mais saiu da sala de aula.
Recebeu um convite para morar na Espanha e estudar juventude indígena a partir de um curso de doutorado em Antropologia Social. Malu homologou seu título de filósofa na Universidad de Granada e passou para o Doutorado em Antropologia Cultural na mesma Universidade, conheceu um cozinheiro Vasco no caminho, juntaram seus sonhos e vieram para o Mato Grosso fazer trabalho de campo com juventude indígena bororo, com foco em mulheres. Conheceu o feminismo indígena da região, se apaixonou envolvendo-se com projetos e histórias de vida.
Morou em Chapada dos Guimarães no Mato Grosso por 14 anos, fez mestrado em Estudos de Cultura Contemporânea ECCO pela Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, sua pesquisa esteve em torno a saberes e sabores subalternos, foi nessa pesquisa que Malu encontrou sua escrita potência e começou a se entender como pesquisadora em primeira pessoa. Ganhou prêmio/edital de publicação de livro de sua dissertação da editora letramento em Belo Horizonte, “Domésticas: cotidianos na comensalidade”.
Fez Doutorado também em Estudos de Cultura Contemporânea ECCO, na Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, onde pesquisou as corporalidades gordas a partir de seu próprio corpo, foi nesses estudos que o projeto “lute como uma gorda” nasceu da necessidade de levar esse debate para além dos muros da Universidade, nome esse que virou o nome de sua tese “Lute como uma gorda: gordofobia, resistências e ativismos”, que acabou sendo publicada como livro e já está em sua segunda edição pela editora jandaira.
Hoje mora em Belo Horizonte, Minas Gerais, está desenvolvendo pós doutorado no Programa de Pós-graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social – EICOS, no Instituto de Psicologia da UFRJ, desenvolve pesquisa financianda pelo CNPQ “Obesidade: estigma da gordofobia”, focada em demonstrar como a saúde é violenta com as corporalidades gordas.
Compõe o corpo docente da Pós-Graduação Diversidade e Inclusão em Gestão na PUC/Minas e da Pós em Comunicação da Universidade Estadual de Londrina – UEL. Faz parte da Red de Investigación de y desde los cuerpos de Abya Yala (America Latina).Presidenta do Instituto Diversas, organização feminista que atua para que o direito à vida e ao bem viver seja assegurado a todas as pessoas, em suas singularidades corporais e em suas variadas formas de viver, pensar, se expressar e amar.
Desenvolve projetos, programas e ações educativas voltadas à desconstrução, nos mais diversos ambientes, de lógicas preconceituosas – como a gordofobia, o racismo, o machismo, a homofobia e a transfobia – que oprimem as mulheres e outras maiorias sociais cujos direitos são historicamente negados. É uma das pioneiras na pesquisa e no ativismo antigordofobia no Brasil, estando entre as fundadoras e coordenadoras das principais redes de pesquisa sobre o tema do país. Organizadora do I Congresso da Pesquisa Gorda no Brasil.
PHD em Gordofobia, Idealizadora do projeto/ação lute como uma gorda, o qual surgiu com a necessidade de levar para fora da academia a discussão sobre GORDOFOBIA e os Corpos Gordos femininos, é fundadora do Grupo de Estudos Transdisciplinares do Corpo Gordo no Brasil – PESQUISA GORDA, vem se destacando como uma importante voz sobre os estudos do corpo gordo feminino no Brasil, foi convidada pelo coletivo “Gordas sin Chaquetas” de Bogotá, Colômbia, na organização e participação do primeiro encontro de ativismos gordo da América Latina em 2019.
Malu Jimenez se denomina gorda, filósofa feminista, artivista faz arte na escritura e nas imagens de seu próprio pensamento corporificado, propondo um novo olhar sobre os corpos gordos, junto a fotógrafa Ju Queiroz desenvolvem trabalhos artísticos ativistas com fotografia de resistência, com ensaios em festivais e exposições importantes tanto no Brasil, como na Europa. Ganhadoras de alguns prêmios, trazendo a discussão da gordofobia e a degradaçãodo meio ambiente, principalmente o cerrado.
Palhaçaria Gorda na Praça
Chapada dos Guimarães -Mato Grosso
Fotografias @juqueirozfotografia